O MOVIMENTO EUCARÍSTICO JOVEM (MEJ)

Um pouco de história

O Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) na forma atualmente existente foi fundado em 1962, mas sua origem remonta a 1844, data do nascimento do Apostolado da Oração (AO).

 

1- No mundo: Em 1865 o Pe Leonardo Cros, Diretor Espiritual do Colégio Tívoli em Bordéus (França), pensou em aproveitar o entusiasmo dos alunos que queriam ir à luta para defender a causa do Papa, ameaçada pelas tropas de Garibaldi, e formou um grupo chamado “Milícia do Papa”. As armas que o padre lhes propôs foram as do Apostolado da Oração, fundado em 1844 pelo Pe. Francisco Xavier Gautrelet: oração, estudo e o oferecimento de toda sua vida.

Mais tarde, em 1870, o Pe. Henrique Ramière, sucessor do Pe. Gautrelet, pediu ao Papa Pio IX a bênção para esta Milícia, que contava já com 100.000 membros no mundo todo e que promovia eficientemente a comunhão freqüente de crianças, jovens e adultos; de alunos, professores e pais.

Mas é só em 1914, no Congresso Eucarístico de Lourdes que surgiu a idéia da Cruzada Eucarística Internacional. Em 1915, no Colégio Tívoli, dos jesuítas de Bordéus, acima citado, nasce a primeira Cruzada Eucarística para rapazes.

Após a primeira guerra mundial a Cruzada Eucarística se expande pelo mundo todo, inclusive pelo Brasil. Em 1941 publica-se o primeiro Manual da mesma, que reflete a espiritualidade e a organização dos anos precedentes. A 6 de janeiro de 1958, depois de vários anos de estudos teológicos e pedagógicos, o Papa Pio XII aprova o “Regulamento para a Cruzada Eucarística do Apostolado da Oração”, que servirá de base para os futuros manuais.

Em 1960, com motivo da peregrinação a Roma de uma delegação da Cruzada Eucarística da França, o Papa João XXIII, que tinha sido Delegado da Santa Sé na Turquia, ao dirigir-se aos jovens peregrinos, evita o nome de “Cruzada” e fala em “Movimento”. A partir daí se impõe, primeiro na França (1962), depois em todo mundo, o nome de “Movimento Eucarístico Jovem” (MEJ), que passará a ter uma feição pós-conciliar e moderna. Em 2008 o MEJ está presente em 37 países nos cinco continentes, ajudando crianças e jovens a “viver ao estilo de JESUS”.

2- No Brasil: No Brasil, após amplas consultas, o Secretariado nacional do AO resolveu adotar oficialmente a nova denominação em progressiva e gradual substituição.

Em 1930 nasce a Revista mensal “Cruzados da Eucaristia”, cuja sede é transferida em 1935 de Itu (SP) para Rio de Janeiro.

Em 1980 Edições Loyola publica a primeira edição do Manual do MEJ, que substituirá as “Normas da Cruzada Eucarística”, versão brasileira do Regulamento aprovado por Pio XII em 1958 acima citado, publicadas no Brasil em 1963. Importantes mudanças foram introduzidas, tais como a ampliação da faixa etária para jovens de 16 anos em diante.

3- No Rio de Janeiro: No Relatório publicado em 1950 pelo Secretário Nacional do AO, Pe. José da Frota Gentil, SJ, 39 Centros do AO do RJ registram a existência da Cruzada Eucarística com 3.441 cruzados. Certamente o número era muito maior, pois apenas a metade dos Centros existentes (206 num total de uns 400 no RJ) forneceu informações.O que dá uma média de 88 cruzados por Centro. Os 39 Centros registrados no Relatório estão assim distribuídos: 25 em igreja matriz; 7 em outras igrejas; 2 em capelas e 5 em colégios. Destacam-se, quanto ao número: a matriz N. Sra. do Bom Sucesso com 228 cruzados; a igreja Sto. Afonso, Tijuca, com 320; o Colégio de Sion com 150 cruzados; o Externato S. José com 120. Considerando os dados citados poderíamos calcular o total de cruzados no RJ, na década de 1940, bem acima dos 15.000 membros.

Em janeiro de 1977 aparece o primeiro número de “BOCEJO” boletim oficial da Cruzada Eucarística e do MEJ do RJ (4 páginas). A partir do número de novembro de 1979 consta apenas como subtítulo “boletim oficial do MEJ”. O que indica que para esta data todos os Centros da antiga Cruzada tinham adotado o novo nome de MEJ.

No primeiro semestre de 2005, 82 Núcleos (centros) do AO (de um total de mais de 260 existentes) responderam o “Questionário visando escrever a história do AO de RJ”. Dentre eles 14 afirmam possuir MEJ e 11 fornecem cifras, somando um total de 259 mejistas, numa média de 23 por centro. Considerando que o número de centros do MEJ era na época de uns 40, podemos calcular por volta de mil o total então de mejistas no Rio.